Há de ter volta!

Você sai por aquela porta e na minha cabeça eu digo baixinho: volta!
Desfaz a mala, a cama e o meu cabelo
Volta e fica quietinho perdido nas suas risadas e naquele sorriso besta. Volta e de madrugada faz do meu corpo sua prece, nossa oração.
Por todos os seus olhares perdidos nos meus, todos os sorrisos guardados que você não me deu, todas as palavras presas no silêncio comprido que vem de você pra mim.
Você sai por aquela porta, e na minha cabeça eu digo baixinho: não tarda e você a de querer ficar pra provar meu café.
Você sai por aquela porta, e eu sei que vou acordar sentindo o teu cheiro no travesseiro do lado. E vai me custar horas pra conseguir dormir sem seu calor, se espalhando pelo lençol frio.
Você sai por aquela porta e na minha cabeça eu digo baixinho: Há de ter volta!
Seu perfume ainda está impregnado em mim confundindo-se com o cheiro natural do meu corpo. E o pensamento é na tua pele preta, macia, quente.
Em breve não penso em procurar outras fragrâncias. Há de ter volta!
Apelo para as mãos entrelaçadas, as marcas, e o filme que a gente nunca consegue terminar.

Você sai, mas é questão de tempo pra voltar.