Bem vindo! Preciso te alertar que

Eu sou do estrago. Gosto da coisa sofrível, platônica até. A calmaria de uma vida tranquila me põe a tremer. Acho até que é reação divina a me dizer que eu não nasci pra ficar quieta. Não nasci com a delicadeza angelical da paciência. Paciência? É de comer? 
Tranquilidade me dá agonia. Agonia de movimento, de não esperar para dar o próximo passo.
Eu pago pra ver, que sem no mínimo uma desordem no dia, eu não fico. 
Eu aposto que levanto o vento e faço a poeira correr. Movimento.
Um dia tranquilo, é um dia perdido.

Quero perturbar. Correr o mundo.
Não sou dos lugares estéreis e nem das matas virgens. Embora digam que Ewá me acompanha, me vejo no meio do fogo e da tempestade. Dos rios que correm e trazem vida, mas que também podem destruir. Eu sou do mar. E é doce ser do mar.
O ser e o não ser, que se negando, é. 
Comigo, esqueça aquela velha esperança de que tudo vai se acalmar. 
Prazer, Eu.