Passa

Ela colocou Moska pra tocar e não levantou da cama. Preguiça reinava.
Ontem ela te viu, parado no trânsito turbulento que uma cidade, não tão pequena, consegue ter.
O coração parou, de surpresa. Mas depois voltou a bater no ritmo de sempre. Ela sorriu.
Decidiu andar e viu cores e formas que nunca havia prestado atenção, cumprimentou os flanelinhas que trabalhavam, abriu um sorriso para todo mundo que cruzou seu caminho.
Nunca teve tanta certeza dos passos que dava, andava com a firmeza de quem, como você certa vez disse, tinha a companhia de Oxóssi.
Quando em casa, pronta pra dormir, seu último pensamento foi a vontade de praticar jiu no dia seguinte.
É, e não é que passa mesmo?