O mundo doce

Você tem um gosto doce quando me beija a boca, e eu fico pensando por que ainda não estou louca. Você é salgado mel quando me olha e me despi assim. Você sabe tudo que eu tenho e tem tudo de mim. De bandeja me entrego toda, realizo mil coisas afins. E você com essa cara boba me faz tonta e me rouba de mim.
E eu quero mais, devolva a paz que insistiu em levar daqui.
Venha pra cá, esqueça o que foi, que o que vem já esta por vir.
E o que foi, já não é e quem sabe o que vai ser?
Amanhã nós vemos e podemos passar o ontem a limpo.

Cada dia vem um sol, diferente do que repousou, cada sol renova um calor, diferente do que apagou. E adormece. Vê se esquece. Lembra só que amanhã já vem outro sol e que a nuvens terão outras formas e nós podemos alcança-las e descobrir se são de fato algodão doce.
Doce que faz a energia fluir e o sangue correr, o coração pulsar. A adrenalina explodir com o alto teor de glicose que se encontra a nossa volta. Açúcar mascavo com cheiro de cravo e canela.
Mel salgado e suado escorrendo pelos teus poros e correndo feito rio que encontra no mar um leito e desagua.
Descansa. E vira leito pro sol antigo antes de parir um novo e renovar as energias e o açúcar e dar nova forma ao grande algodão doce que chamam de nuvem.
E eu quero mais.
Vamos acordar, vamos pintar o céu com as cores da liberdade, vamos tingir a vida com cores vibrantes, berrantes. Vamos chamar a vida e deixa-la correr e sambar feito criança em parque de diversão. Vamos fazer história e chamar o mundo e fazer o mundo doce, igual ao gosto que você tem quando me beija a boca.